Parque do Sabiá recebe obras de drenagem antes de novo recapeamento
Intervenção de mais de R$ 7,1 milhões busca corrigir problema antigo de escoamento das águas antes da recuperação do asfalto em todo o bairro
Antes de receber asfalto novo, é preciso cuidar do que acontece quando a chuva cai. Essa é uma etapa que muitas vezes passa despercebida, mas que tem influência direta na conservação das ruas: a drenagem.
No Parque do Sabiá, esse é um problema antigo. Desde a construção do bairro, a região não contava com um sistema completo de drenagem, com bocas de lobo e outros dispositivos capazes de captar e conduzir adequadamente a água das chuvas. Durante anos, boa parte desse escoamento aconteceu de maneira superficial, pelas próprias ruas.
E água e asfalto, quando não existe drenagem adequada, formam uma combinação problemática.
Quando a água não encontra caminhos apropriados para escoar, ela percorre o pavimento, se acumula em determinados pontos e pode infiltrar pelas pequenas fissuras existentes no asfalto. Com o tempo, essa infiltração compromete as camadas que sustentam o pavimento. A passagem constante de veículos sobre uma estrutura já fragilizada acelera o aparecimento de trincas, deformações e buracos.
Por isso, simplesmente recapear uma rua sem enfrentar antes os problemas de drenagem pode significar recuperar o pavimento sem eliminar uma das causas de sua deterioração.
“O Parque do Sabiá tem um problema de drenagem que vem desde a construção do bairro. Não havia bocas de lobo e outros meios adequados de captação, então a água acabava escoando superficialmente pelas ruas. Ao longo dos anos, isso também contribuiu para a deterioração do asfalto”, explica Higor Rocha, secretário municipal de Infraestrutura.
É justamente essa estrutura que está sendo implantada atualmente no bairro.
O projeto prevê drenagem subterrânea, instalação de bocas de lobo e sarjetões, criando caminhos para captar e direcionar as águas pluviais. Depois dessa etapa, está previsto o recapeamento de todo o Parque do Sabiá.
O investimento informado é de R$ 7.158.985,30, com recursos próprios do município.
As bocas de lobo têm a função de captar a água que chega pelas sarjetas e encaminhá-la para a rede subterrânea. Já os sarjetões ajudam a organizar o escoamento superficial nos cruzamentos e em pontos onde há maior passagem de água. A rede subterrânea, por sua vez, conduz esse volume sem que ele precise percorrer grandes trechos sobre o pavimento.
“A drenagem precisa ser feita antes do recapeamento para que o problema seja tratado na origem. Estamos implantando a estrutura subterrânea, bocas de lobo e sarjetões e, na sequência, o bairro receberá o recape. É uma obra completa, com investimento de R$ 7.158.985,30 em recursos próprios”, afirma Higor.
É um trabalho que, em boa parte, fica escondido depois de pronto, mas que tem papel importante na vida útil das ruas.
No caso do Parque do Sabiá, a intervenção busca corrigir uma deficiência que acompanha o bairro desde sua implantação. A recuperação do asfalto será a parte mais visível da obra, mas é o sistema de drenagem executado antes dele que deverá ajudar a evitar que o mesmo problema volte a se repetir com o passar dos anos.
ENTENDA: PARA QUE SERVE A DRENAGEM URBANA?
Quando chove, parte da água é absorvida pelo solo. Outra parte corre sobre telhados, calçadas e ruas.
É aí que entra a drenagem.
Galerias, tubulações e bocas de lobo recebem essa água e ajudam a conduzi-la até locais adequados para o escoamento.
Quanto mais uma cidade cresce e ganha áreas pavimentadas e construídas, menor tende a ser a capacidade natural de absorção da água pelo solo.
Por isso, a rede de drenagem precisa acompanhar o desenvolvimento urbano.
Na prática, uma boa drenagem ajuda a:
• melhorar o escoamento da água das chuvas;
• diminuir pontos de acúmulo de água;
• reduzir a força das enxurradas;
• preservar ruas e pavimentos;
• preparar os bairros para períodos de chuvas mais intensas.
