Cidinha: 32 anos de trabalho, história e sabor em Brodowski
Do antigo carrinho, onde chegou a preparar cerca de 400 lanches por dia, à varanda de casa que virou espaço gastronômico, Cidinha construiu uma vida com seu trabalho. Hoje, a filha Nayara está à frente do negócio e dá continuidade à história da família
Quatrocentos lanches em um único dia.
Hoje pode parecer difícil imaginar, mas houve uma época em que Cidinha, do tradicional Cidinha Lanches, chegava a essa marca trabalhando em seu antigo carrinho.
Era o começo de uma história que já dura 32 anos em Brodowski.
Cidinha lembra especialmente das festas frequentadas pelos jovens da cidade. Quando a música acabava e a fome aparecia, ela sabia que teria cliente esperando por um lanche.
Enquanto muita gente voltava para casa para dormir, para ela a madrugada muitas vezes estava apenas começando.
Foram inúmeras noites praticamente sem descanso, horas diante da chapa e centenas de pedidos. Mas cada lanche também ajudava a construir alguma coisa muito maior.
Foi em Brodowski que Cidinha se casou, criou os filhos, trabalhou e construiu seu patrimônio.
Do carrinho para a varanda
Três décadas depois, muita coisa mudou.
O antigo carrinho ficou para trás e hoje a varanda da própria casa foi transformada em um agradável e movimentado espaço gastronômico, onde os clientes continuam chegando para saborear os tradicionais lanches.
O ambiente tem jeito de casa, conversa e encontro. E talvez não pudesse existir cenário melhor para representar a trajetória de alguém que passou tantos anos atendendo a população.
Depois de décadas alimentando Brodowski, Cidinha hoje recebe a cidade praticamente dentro de casa.
E o tempo também trouxe uma importante mudança atrás do balcão.
De mãe para filha
Cidinha continua trabalhando, ajudando e participando da rotina, mas hoje faz um pouco menos.
Quem está à frente do negócio é Nayara, sua filha.
E talvez esteja aí uma das partes mais bonitas dessa história.
O trabalho que ajudou Cidinha a criar os filhos agora tem justamente uma filha dando continuidade ao que a mãe construiu.
As gerações mudaram dos dois lados do balcão.
Clientes que comiam os lanches da Cidinha quando eram jovens hoje chegam adultos — alguns acompanhados dos próprios filhos. E, do outro lado, Cidinha vê Nayara assumir cada vez mais a responsabilidade pelo negócio.
Muito mais que lanche
É difícil calcular quantos milhares de lan
ches Cidinha preparou durante esses 32 anos.
Mas a história de um pequeno negócio não é medida apenas pelo que foi vendido.
Está também nas noites sem dormir.
Nos clientes conquistados.
Nos filhos criados.
No patrimônio construído.
Nas histórias ouvidas diante da chapa.
E na satisfação de perceber que aquilo que começou pequeno conseguiu atravessar uma geração.
Cidinha ainda está por perto.
Ainda ajuda. faz.
Só não precisa mais fazer tudo.
Depois de 32 anos, sua história ganhou uma nova geração atrás do balcão.
E talvez seja justamente essa a melhor definição de legado: quando aquilo que você construiu com as próprias mãos se torna forte o suficiente para continuar nas mãos de quem você criou.

