A cidade que queremos começa na cidade que cuidamos
É muito fácil dizer que amamos a nossa cidade.
Difícil, às vezes, é perceber que amor por um lugar não se demonstra apenas com palavras.
Está no papel que alguém deixa de jogar na rua. Na árvore que ninguém destrói. Na praça que é tratada como se fosse o quintal de casa. No respeito pelo patrimônio público. Na paciência no trânsito. Na maneira como tratamos quem trabalha no comércio, quem presta um serviço e até quem simplesmente cruza nosso caminho todos os dias.
Uma cidade não pertence à Prefeitura.
Também não pertence aos vereadores, aos comerciantes, às associações ou a qualquer grupo específico.
Uma cidade pertence a quem vive nela.
E talvez tenhamos nos acostumado demais a esperar que alguém faça alguma coisa.
Esperamos que limpem. Que arrumem. Que plantem. Que fiscalizem. Que preservem. Que resolvam.
É claro que o poder público tem suas obrigações — e deve ser cobrado por elas. Essa cobrança é necessária e faz parte de qualquer sociedade que queira avançar.
Mas existe uma parte dessa história que nenhuma administração pública consegue fazer sozinha.
A parte que cabe a nós.
Não adianta pedir uma cidade bonita e destruir aquilo que foi colocado nela. Não adianta reclamar da sujeira e jogar lixo pela janela. Não adianta exigir respeito enquanto tratamos o próximo sem nenhum. Não adianta desejar um comércio forte se nunca valorizamos quem empreende aqui.
E não adianta sonhar com uma Brodowski melhor como se essa Brodowski fosse construída por outras pessoas.
Ela é construída por nós.
Todos os dias.
Nas grandes decisões, certamente. Mas principalmente nas pequenas atitudes que ninguém fotografa, ninguém publica e provavelmente ninguém vai aplaudir.
Talvez cuidar de uma cidade seja justamente isso: fazer a coisa certa mesmo quando ninguém está olhando.
Brodowski tem problemas. Como qualquer cidade.
Mas também tem gente trabalhando, empreendendo, ensinando, praticando esporte, cuidando, plantando, criando filhos e tentando deixar alguma coisa melhor do que encontrou.
É dessa soma que uma cidade cresce de verdade.
Não apenas quando ganha asfalto novo, uma praça bonita ou uma obra importante.
Mas quando seus moradores começam a olhar para ela e pensar:
“Isso aqui também é meu. Então eu também vou cuidar.”
Porque a cidade que tanto cobramos dos outros talvez comece exatamente aí.
Na cidade que cada um de nós ajuda a construir quando sai de casa pela manhã.
